Quando a vida nos faz crescer sem ao menos nos perguntar se é isso que realmente queremos..

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Nós


Eu,

uso o vento para me guiar,


o sol para me iluminar,


o cheiro da terra para crescer,


o verde das folhas para viver!


Tenho em mim...


o calor do fogo,


a frescura da água,


a inquietude do ar,


a tranquilidade da terra!


Sou serena como o céu,


triste como a chuva,


frágil como a vida,


forte como o sonho!




Tu...


vives como o vento,


vês como o sol,


sentes como o mar,


cresces como a terra,


sofres como a chuva,


observas como o céu,


acreditas como o sonho!




Viver e perder


Perco tempo...

meu pensamento perde-se na vida que não tem solução!




Perco ânimo...

descubro o desmoronar de um caminho que que se adivinhava certo!




Perco vontade...

relembro antigas vitórias, choro o acontecer de mais uma infinidade de batalhas!




Perco o sentido...
de tudo o que fiz para sobreviver... desenho o infinito, desejo o amanhã, condeno o depois...




Perco a lágrima...

que quero esquecer... desespero no renascer de uma irmã sua!




Perco vida...

apenas continuo teimosamente a procurar viver!

domingo, 20 de abril de 2008

Choro


Ouço música suave...


talvez seja chuva ou lágrimas de alguém que derrama a sua dor...


Reflecte em mim sentimentos únicos e constantes que no meu ser permanecem perdidos...


Mas porque não para de chover?


Estará o mundo inteiro triste e desiludido!


A chuva traz consigo a inquietude que envolve o meu pensamento e me faz relembrar tudo aquilo de que me quero esquecer... algo que dói e magoa e as lágrimas faz nascer...

Desgosto


As lágrimas insistem deslizar pelo meu rosto...


São fruto de um desgosto penoso, de uma vida atormentada, são o desespero , a mágoa, a tristeza acumulada que agora emergem de um lago de desilusões...


Tenho receio que todo este sofrimento, que por mais que tente ignorar se anuncia e se torna a anunciar, me leve todo o meu sentir, que este gelo congele as minhas sensações e eu deixe de viver a vida para passar apenas a observa-la...

A luz que escureceu


A luz que me ilumina é escura
não tem, nem pode ter brilho
isto claro desde que ando à procura
do meu tão desejado brio...



Não posso nem paro de procurar
vasculho, vasculho enfurecida
no desvario procuro sem encontrar
e sem forças dou por mim vencida


Continuo então sem encontrar
o meu tão procurado brio
o desespero faz-me chorar
na noite envolvida no frio...

Pureza Adormecida

Quando a vida nos faz crescer sem pelo menos saber se é isso que queremos...